Artigo apresentado no I CONGRESSO INTERNACIONAL EM COMUNICAÇÃO E CONSUMO na ESPM

Alfabetização Crítica dos Mecanismos da Cultura Digital[1]

 

Alexandre Alves Sinfronio Odainai[2] 

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

 

Resumo

O presente artigo discute quais são as condições que devem ser seguidas para um vínculo efetivo entre educação e novas tecnologias de comunicação nas escolas públicas, tendo como objeto de análise o paper “Confronting the Challenges of Participatory Culture” de Henry Jenkins. Considerando-se a inclusão digital uma ferramenta de inclusão social, é legítimo proporcionar uma vivência plena da cultura digital nas escolas. Esta vivência está diretamente relacionada ao que Jenkins define como “cultura participativa”, onde jovens, além de consumir, são autores e co-autores de conteúdo na internet. Entretanto, o conceito carece de uma reflexão sobre como o poder econômico se constitui na sociedade-rede. Sendo assim, será apresentada a necessidade de uma dimensão axiológica que envolva valores e afetividade, levando em consideração uma série de fatores ambientais e internos ao sistema, no caso a escola, não bastando somente o acesso restrito a uma vivência plena da cultura digital.  

 

Palavras-chave: Inclusão Digital; Educação; Educomunicação; Mídias Digitais; Web 2.0

 

Introdução

 

A inclusão digital começa a ser discutida no Brasil a partir do lançamento do livro Verde do Programa Sociedade de Informação no Brasil, em 2000. Porém, o tema só começa a ser incorporado pelas escolas brasileiras a partir de 2007, com a reformulação do Programa Nacional de Informática na Educação – Proinfo, um programa educacional com o objetivo de promover o uso pedagógico da informática na rede pública de educação. Mesmo levando em consideração o descaso do governo com a educação, a lentidão da incorporação das mídias digitais por instituições de Ensino não é uma exclusividade do Brasil. Trata-se de um processo que caminha vagarosamente em várias partes do mundo pelos mais diversos motivos e que segundo Castells (2001) causa uma grande disparidade de conhecimento que toca os sistemas educativos em quatro níveis diferentes:

- na dotação tecnológica das escolas;

- na distribuição da qualidade dos professores por escola;

- nos sistemas e estilos pedagógicos entre escolas;

- na deficiente ou inadequada formação dos professores ao nível da tecnologia educativa e a assunção das famílias na educação.

Além disso, há algumas questões que devem ser levadas em consideração, por exemplo: qual o papel das tecnologias de comunicação nas escolas, em um mundo onde a lógica mercantil orienta usos e linguagens dos meios de comunicação (Figaro, 2010)? É possível dissociar uma vivência plena da cultura digital nas escolas de uma reflexão sobre como o poder econômico se exerce e legitima na sociedade-rede? Que tipo de vínculo seria ideal entre a educação e novas tecnologias de comunicação?

 

A cultura participativa

 

Sem dúvida o acesso às novas mídias, principalmente com o surgimento da Web 2.0, remodelou a forma como pensamos e aprendemos. O conhecimento que antes era mediado por um professor, hoje pode ser adquirido de forma autônoma através da internet. A grande questão crítica desses novos tempos é a transformação da idéia de “aprendizado” para um novo conceito, o aprendizado-de-aprender (Castells, 2001, p.212). Essa discussão é necessária porque precisamos ser cada vez mais habilidosos para buscar, processar e usar a informação disponível online para resolver tarefas cotidianas. Segundo Franco (2010), “aprender a aprender é a condição fundamental para a livre aprendizagem humana em uma sociedade inteligente”.

Portanto, incluir digitalmente colocando uma criança em frente a um computador com pacote Office e acesso a internet, não é suficiente para conter uma disparidade de conhecimento. É fundamental promover a ampliação do conceito de inclusão, deixando a perspectiva instrumental – do domínio de software e consumo de informação - para trás e pensarmos nas possibilidades de uma vivência plena da cultura digital, onde não somos apenas meros consumidores, mas também produtores de conteúdo ou prosumers[3]. Ou seja, o conceito de inclusão digital deve estar mais próximo de um letramento destas novas mídias, objetivando estimular a capacidade dos mais jovens de produzir conhecimento. Isso faz com que as instituições de ensino ganhem mais responsabilidade em construir uma proposta de alfabetização das novas tecnologias de comunicação.

Dentro deste contexto algumas pedagogias se destacam buscando promover uma aliança entre as novas mídias e um posicionamento educativo. Entre os mais populares, está a New Media Literacy de Henry Jenkins[4], apresentada no paper Confronting the Challenges of Participatory Culture: Media Education for the 21st Century (Jenkins, 2006). Segundo Jenkins, milhões de jovens criam conteúdo via internet e estes jovens estão envolvidos no que ele chama de cultura participativa (Jenkins, 2006):

A participatory culture is a culture with relatively low barriers to artistic expression and civic engagement, strong support for creating and sharing one’s creations, and some type of informal mentorship whereby what is known by the most experienced is passed along to novices. A participatory culture is also one in which members believe their contributions matter, and feel some degree of social connection with one another (at the least they care what other people think about what they have created). (Jenkins, 2006, p.3)

 

As formas de participação cultural (Op. Cit, p. 3) incluem: 

·        Filiação - organização formal e informal dos membros em redes sociais, ou comunidades centradas em torno de várias mídias, como Orkut, Facebook e MySpace;

·        Expressão - produção de novas formas criativas, tais como vídeos postados no Youtube, peças de ficção, zines etc;

·        Circulação - modelagem e gerenciamento de mídias, como blogs e podcasting;

·        Solução colaborativa de problemas - trabalho em grupo, formal e informal, para desenvolver tarefas e gerar novo conhecimento, como na Wikipédia e nos games.

Uma vez identificadas estas novas formas de participação, surgem três preocupações que sugerem a necessidade de uma intervenção pedagógica, deixando a perspectiva do laissez faire [5] para trás e indo em direção a uma alfabetização das novas mídias:

1) O gap da partipação: Acesso desigual às oportunidades, experiências, habilidades e conhecimento que preparará o jovem para uma participação completa no mundo de amanhã.

2) O problema da transparência: Ainda que os jovens estejam cada vez mais à vontade na utilização das novas mídias, não possuem capacidade de analisar a forma como estas mídias digitais moldam a sua percepção do mundo. Jovens são incapazes de avaliar o verdadeiro valor de determinada informação.

3) O desafio/ vazio ético: Ainda estão por definir as normas éticas de ação no ciberespaço. Que mecanismo de defesa tem as crianças e os jovens?

Para Jenkins, a cultura participativa altera o foco da expressão individual de letramento, para o envolvimento comunitário, reformulando as regras que definem o ensino, a expressão cultural, a vida cívica e o mundo do trabalho. Desta maneira, torna-se importante o desenvolvimento de novas habilidades sociais, novas literacias que devem ser ensinadas aos alunos, por exemplo:

·        Jogar (Play): habilidade para experimentar com outros em torno como forma de solucionar problemas;

·        Desempenho (Performance): habilidade para adotar identidades alternativas para o propósito de improvisação e descoberta;

·        Simulação (Simulation): habilidade para interpretar e construir modelos dinâmicos de processos do mundo-real;

·        Apropriação (Appropriation): habilidade para criar amostras plenas de sentido, misturando e remixando conteúdos da mídia;

·        Multitarefa (Multitasking): habilidade para captar ambientes e mudar o foco quando se fizer necessário por detalhes salientes;

·        Cognição Distribuída (Distributed Cognition): habilidade para interagir significativamente com ferramentas que expandem capacidades mentais;

·        Inteligência Coletiva (Collective Intelligence): habilidade para reunir e comparar notas com outros, tendo em vista uma meta comum;

·        Julgamento (Judgment): habilidade para avaliar a confiabilidade e credibilidade de recursos de informação;

·        Navegação Transmídia (Transmedia Navigation): habilidade para seguir o fluxo de histórias e informação através de múltiplas modalidades;

·        Rede de Trabalho (Networking): habilidade para buscar, sintetizar e disseminar informação;

·        Negociação (Negotiation): habilidade para percorrer/viajar por diversas comunidades, percebendo e respeitando múltiplas perspectivas, aproveitando e seguindo normas alternativas.

Segundo Jenkins, as novas competências são fundamentais para o século XXI, assegurando assim a participação nas novas comunidades emergentes na sociedade-rede e tornando os estudantes capazes de utilizar novas ferramentas de simulação, novos dispositivos de informação e novas redes sociais. Estas habilidades também facilitam a troca de informação entre as diferentes comunidades, além de capacitar a movimentação por entre as diferentes plataformas mediáticas e redes sociais.

 

O participacionismo

Sem dúvida o letramento das novas mídias nos distancia da perspectiva instrumental e traz algum tipo de inovação a velha dinâmica instituída pelas escolas, tão criticada atualmente. Jenkins defende que um dos motivos para uma alfabetização das novas mídias é o gap da partipação, buscando diminuir o acesso desigual às oportunidades, experiências, habilidades e conhecimento que vai preparar o jovem para o mundo de amanhã.

Entretanto, seu argumento é paradoxal: como combater o gap da participação com exatamente aquilo que produz a desigualdade atualmente?

Isto porque as perturbações criadas pela lógica mercantil que produzem este gap da participação são as mesmas que constituem a Web 2.0, mantendo o abismo entre aqueles que possuem e os que não possuem condições de estar constantemente atualizados com as novidades da cibercultura. Sendo assim, seu conceito de cultura participativa dispensa uma análise mais profunda de como o poder econômico se exerce e legitima na web 2.0.  Para uma vivência plena da cultura digital é necessário acompanhar estas atualizações, e muitas escolas não conseguem e provavelmente nunca conseguirão acompanhar as constantes mudanças de dotação tecnológica e de formação dos professores ao nível da tecnologia educativa (Castells, 2001, p.212).

Segundo Trivinho (2008), o novo capitalismo virtual demanda senhas infotécnicas que obrigam a uma eterna reciclagem para saber operar novos softwares e esse tipo de conhecimento pressupõe dinheiro para bancar essas atualizações. Já Orozco-Goméz, diz que as novas tecnologias, “ao serem inseridas e definidas pelas leis do mercado, fazem, de maneira inevitável dentro dessa lógica, que uma de suas principais conseqüências seja a exclusão de muitos e a inclusão de poucos” (2002, p. 62).

Outra questão colocada por Jenkins é o problema da transparência. Como fazer com que os jovens possuam capacidade de avaliar o verdadeiro valor de determinada informação? Trata-se de uma preocupação genuína, afinal tudo é expressão de alguma visão de mundo, de alguma ideologia, como alertou Paulo Freire: “o despertar crítico deve vir durante a produção de conhecimento dentro de sala de aula e o conteúdo passado pelo professor não é um fim e sim um meio para se pensar criticamente” (Freire, 2004).

Porém, Jenkins apenas questiona o valor da informação em si e não as plataformas que proporcionam o acesso as informações:

Increasingly, content comes to us already branded, already shaped through an economics of sponsorship, if not overt advertising. We do not know how much these commercial interests influence what we see and what we don’t see. Commercial interests even shape the order of listings on search engines in ways that are often invisible to those who use them. (Jenkins, 2006, pg: 16)

 

As perturbações criadas pela lógica mercantil, através da comunicação social, estão longe de ser o único problema o qual confrontamos em uma cultura participativa. As empresas que proporcionam nossa participação ou vivência digital são igualmente ou mais perigosas do que a comunicação social em si. Segundo Ugarte (2007), o participacionismo é o que move a Web 2.0, formando tipos de regulação que produzem artificialmente escassez gerando assim oligarquias participativas compostas pelos que mais participam, pelos que são mais votados ou preferidos de alguma forma, os quais acabam adquirindo mais privilégios ou autorizações regulatórias do que os outros.

Não somente convida-se o público a aceitar um filtro, presumidamente democrático, independentemente de suas preferências, mas também que esse filtro, necessariamente, tenha os rumos próprios da identidade do pequeno grupo de usuários mais influentes, da oligarquia participativa que aparecerá irremediavelmente como conseqüência da lógica do serviço. (Ugarte, 2007, p. 75)

 

Franco (2010) critica a palavra participação em si, dizendo que designa uma noção construída por fora da interação. Para ele, participar é se tornar “parte ou partícipe de algo que não foi reinventado no instante mesmo em que uma configuração coletiva de interações se estabeleceu, mas algo que foi (já estava) dado ex ante”.  É como se estivéssemos participando de algo “dos outros” e no caso da Web 2.0, realmente estamos.

As expressões culturais da internet estão fortemente mediadas por plataformas que pertencem a empresas como Facebook, Google, Apple, entre outras, formando uma oligarquia com poderes regulatórios aumentativos em relação aos poderes dos “usuários”. Isto significa que são elas que programam os mecanismos das plataformas participativas e o não o usuário. Podem também filtrar programas que fornecem, dependendo de interesses comerciais e ideológicos sem o nosso consentimento. Por exemplo, a Apple removeu do iTunes Store[6] um aplicativo do Wikileaks[7] para iPhone e iPad que permitia acesso instantâneo ao vazamento de memorandos secretos e outros documentos confidenciais do governo americano. Além disso, empresas que oferecem serviços de pagamento virtual como Mastercard, Visa e Paypal[8] e servidores da Amazon[9] negaram, respectivamente, doações e a manutenção do site Wikileaks devido a restrições governamentais.  

O próprio criador da Web Tim Berners-Lee se opôs a postura restritiva e centralizadora de empresas que controlam os mecanismos de comunicação, consumo e produção nas mídias digitais, por não respeitarem a proposta de neutralidade da rede. O Facebook é criticado por supostamente não permitir que os usuários retirem da rede social as informações que eles próprios colocam ali. Enquanto a Apple só permite acessar um link pertencente ao iTunes[10] utilizando o próprio programa patenteado pela empresa.

Portanto, podemos concluir que a internet é ainda apenas uma esfera privada que tolera o discurso público, dominada por empresas e seus interesses econômicos e ideológicos. Como falar de cultura participativa em um ambiente onde a fiscalização, controle ou perseguição é prioridade do poder político e que, por sua vez, exerce pressão sobre as empresas que nos proporcionam a vivência plena da cultura digital?  

 

Tecnologia e Sistemas Psicossociais

 

Jenkins faz referência a uma pesquisa feita para a MacArthur Foundation, onde é concluído que as experiências online são moldadas por diversos fatores sociais, incluindo classe social, idade, gênero, raça, nacionalidade e ponto de acesso. Por exemplo, jovens de classe média estão mais propensos a terem recursos e assistência de colegas e familiares em suas casas, e assim se tornarem mais autônomos na escola quando comparados com jovens de classes mais baixas que, por sua vez, dependem mais dos professores e colegas por não possuírem esse tipo de experiência em casa. Desta maneira, crianças de classe-média aparentam uma superioridade “natural” e uma maior autoconfiança no uso da tecnologia.

Na Inglaterra, o professor de Educação da Universidade de Newcastle Sugata Mitra pesquisa maneiras de criar ambientes que através da tecnologia, favoreçam o autodidatismo em regiões onde crianças não possuem acesso a bons professores na Índia. Em uma aldeia ao sul do país, crianças com acesso a um computador instalado em muros[11] aprenderam sozinhos conhecimentos básicos de biotecnologia na língua inglesa[12] em apenas dois meses, alcançando uma pontuação de 30% em um teste aplicado por Mitra. Levando-se em consideração que o conhecimento que essas crianças tinham sobre o assunto era nulo, poderíamos considerar um resultado impressionante. Entretanto, para a segunda fase da pesquisa, o educador indiano decidiu chamar uma voluntária de uma ONG da região. Ela não tinha experiência em biotecnologia, mas mesmo assim assumiu o papel de mediadora destreinada, porém amigável, para que incentivasse as crianças, aproveitando o desejo delas de impressionar uns aos outros e sua nova amiga adulta. Dois meses depois, as pontuações subiram para mais de 50%, próximo do resultado obtido por professores treinados em escolas privadas de Nova Deli.

Devido ao sucesso da primeira experiência, Mitra agora está desenvolvendo um projeto chamado SOLE & SOME (Self Organizing Learning Environments & Self Organized Mediation Environments) informalmente conhecido como “The Granny Cloud[13]”. O projeto consiste em professoras aposentadas britânicas que se dedicam uma hora por semana via Skype[14] a ajudar alunos em escolas de comunidades pobres da Índia. O papel dessas “avós” não é ensinar, mas participar de jogos, ler histórias, conversar sobre as diferenças entre Grã-Bretanha e Índia. Além disso, elas os estimulam, ao admirar suas habilidades aumentando assim o desejo dos jovens em aprender. A figura da avó não está associada a um professor ou um especialista que proporciona uma vivência plena da cultura digital, mas sim de uma figura que acolhe ao criar laços afetivos, como pais fazem ou pelo menos deveriam fazer com seus filhos. O auxílio de pais educados, com aptidão cultural para nortear os filhos faz muita diferença, conforme afirma Castells:

É bem possível que, num contexto em que a capacidade de processar informação na e com a internet se torne crucial, crianças de famílias em desvantagem fiquem muito atrás de seus colegas de classe com maiores habilidades de processamento de informação, obtidas graças à exposição a um ambiente familiar mais bem educado. Capacidades diferenciais de aprendizado, sob condições intelectuais e emocionais relativamente similares, estão correlacionadas com o nível cultural e educacional da família. (Castells, 2001, p.213).

 

As evidências que a tecnologia por si só modifica a aprendizagem são poucas, Orozco Goméz afirma que “o tecnicismo da oferta educativa por si só não garante uma melhor educação” (2002, p. 65). A afirmação de Goméz e as experiências de Mitra nos demonstram que a relação aluno e mídias digitais acontecem dentro de um sistema psicossocial[15] que não pode ser ignorado. Uma melhor relação com a tecnologia virá através das condições determinadas pela “bolha existencial” a qual vive o aluno e não necessariamente por uma vivência plena da cultura digital. O fato de um aprendiz viver dentro de um sistema acolhedor possibilita um melhor aprendizado quando comparado a estudantes “que vivem em sistemas agônicos, sendo dominado e desvalorizado por um líder egoísta e agressivo, vaidoso e orgulhoso, com dificuldades de elaboração da afetividade e limitada sensibilidade” (Vieira, 2007, p.111).  

 

Conclusão

 

O entendimento sobre a cultura participativa deve estar associado à análise de como o poder econômico se constitui e legitima na sociedade-rede. Uma vivência plena da cultura digital não pode estar presa aos ditames do participacionismo, caso contrário, continuaremos a reproduzir o uso das tecnologias a partir de uma lógica orientada pelo sentido mercantil e não pela lógica da formação humanística.

Sendo assim, não é possível separar o processo de inserção de tecnologias de comunicação nas escolas e o sistema psicossocial que envolve esses ambientes educativos. É necessária uma dimensão axiológica que envolva valores e afetividade, levando em consideração uma série de fatores ambientais e internos ao sistema psicossocial, não bastando somente o acesso restrito a uma vivência plena da cultura digital.

 

 

 

Referências Bibliográficas

 

Livros

 

CASTELLS, Manuel: A Galáxia Internet Reflexões sobre Internet, Negócios e Sociedade, Rio de Janeiro. Zahar, 2001.

 

FRANCO, Augusto de: Buscadores & polinizadores | Quarta versão, 2009-2010

 

FRANCO, Augusto de: Escola de Redes- Novas Visões sobre a sociedade, o desenvolvimento, a Internet, a política e o mundo glocalizado. Curitiba: Escola-de-Redes, 2008.

 

FREIRE, Ana Maria Araújo: Pedagogia da Tolerância/ Paulo Freire; Organização e Notas. São Paulo. Unesp, 2004.

 

JENKINS, Henry - Confronting the Challenges of Participatory Culture: Media Education for the 21st Century  

 

UGARTE, David de – O poder das redes, Editora, EDIPUCRS. 2007

 

VIEIRA, Jorge de Albuquerque- Ciência Formas de Conhecimento: Arte e Ciencia uma visão a partir da complexidade, 2007.

 

Artigos publicados em revistas:

 

FÍGARO, Roseli: Comunicação/ educação: campo de ressignificação das tecnologias de comunicação. comunicação & educação, Ano XV, número 3, set/ dez 2010.

 

VIEIRA, Jorge de Albuquerque - Organização e Sistemas. Informática na educação: teoria & prática, UFRGS, 2000

 

Artigos Online

 

FRANCO, Augusto de – Redes são ambientes de interação, não de participação. Disponível em: <http://escoladeredes.ning.com/profiles/blog/show?id=2384710%3ABlogPost%3A6760... Acesso em: 01/09/2011

 

GÓMEZ, G. Comunicação, educação e novas tecnologias: tríade do século XXI. Comunicação & Educação, Brasil, v. 8, n. 23, 2008. Disponivel em <http://www.revistas.univerciencia.org/index.php/comeduc/article/view/4520/4243>  Acesso em: 01/09/2011
 

MITRA, Sugata - Give them a laptop and a group of pupils will teach themselves. Disponível em:

http://www.guardian.co.uk/education/2010/oct/18/sugata-mitra-slumdog-teach-self Acesso em: 01/09/2011

 

TRIVINHO, Eugênio- A Inclusão Digital é Uma Utopia, 2008.  Disponível em: http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/18607_A+INCLUSAO+DIGITAL+...

 

VIVEIROS, Eduardo- Resenha do livro de Manuel Castells, “Comunicación y Poder”, 2011. Disponível em <http://revistas.pucsp.br/index.php/aurora/article/viewFile/4410/3469> Acesso em: 01/06/2011

 



[1] Trabalho apresentado no Grupo de Trabalho GT 07 - Comunicação, Educação e Consumo, do 1º Encontro de GTs - Comunicon, realizado nos dias 10 e 11 de outubro de 2011

[2] Alexandre Odainai. Mestrando em Comunicacão e Semiótica na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Pesquisador do grupo Cibernética Pedagógica - Laboratório de Linguagens Digitais -(CNPq) do CCA/ECA/USP. Email: alexandre.odainai@gmail.com

[3] Prosumers:  termo originado do inglês que provém da junção de producer (produtor) + consumer (consumidor) ou professional (profissional) + consumer (consumidor).

[4] Diretor do programa de Estudos de Mídia Comparada do MIT

[5] A crença de que jovens possuem uma pré-aptidão digital superior ao conhecimento dos adultos, portanto não é necessária uma preocupação em direção a uma alfabetização das novas mídias.

[6]  serviço online de  músicas, aplicativos, filmes, e um universo fantástico de mídias operado pela Apple Inc. dentro do programa iTunes.

[7] organização transnacional sem fins lucrativos, que publica, em sua página (site), postagens (posts) de fontes anônimas, documentos, fotos e informações confidenciais, vazadas de governos ou empresas, sobre assuntos sensíveis. 

[8] empresa que permite a transferência de dinheiro entre indivíduos ou negociantes usando um endereço de e-mail, assim, evitando métodos tradicionais como cheques e boleto bancário. 

[9] empresa de comércio eletrônico dos Estados Unidos

[10] reprodutor de áudio, desenvolvido pela Apple, para reproduzir e organizar música digital, arquivos de vídeo e para a compra de arquivos de mídia digital

[11] Projeto Hole- In-The-Wall, criado há 10 anos pelo indiano Sugata Mitra, especialista em Educação, que desde essa data já instalou mais de 500 computadores em bairros e aldeias pobres da Índia e de mais 11 países.

[12] Língua oficial da região é o tâmil.

[13] Nuvem de vovós

[14]  Software que permite comunicação pela Internet através de conexões de voz sobre IP (VoIP).

[15] Normalmente os sistemas psicossociais têm sido encarados segundo parâmetros de natureza social. Mas acreditamos ser inescapável analisá-los tanto do ponto de vista do indivíduo e de sua psique, assim como a partir da base biológica e genética do mesmo. Ou seja, entendemos que deva haver uma conexão entre a genética, o psiquismo e as condições “externas” sociais. (Viera, 2007, p.108 e 109)